sexta-feira, 27 de março de 2009

Beowulf - Literatura Vs. Cinema

Com o lançamento do filme “A lenda de Beowulf”, várias pessoas puderam conhecer o bravo guerreiro e seus incríveis feitos, mas poucos têm conhecimento de que o filme é uma adaptação da mais significativa obra da literatura inglesa. Obra esta, tão antiga que o autor não pode ser identificado, sendo encontrados apenas os manuscritos.
Como é de se esperar de uma adaptação, os roteiristas acabaram por mudar alguns fatos do épico original.
Os personagens principais são:


Beowulf - Protagonista do épico, herói que luta bravamente. Como característica do épico, Beowulf não tinha falhas ou fraquesas, características que lhe foram atribuídas no filme. Podemos perceber na adaptação um personagem um tanto ganancioso e mulherengo.

Grendel - O monstro que atormentava o povo de Hothgar, com força descomunal podia matar trinta homens de uma vez. Não sofreu muitas mudanças, embora no filme apresente traços de medo e até mesmo um pouco de humanidade escondida.






Mãe de Grendel
- O personagem que mais sofreu alterações. No enredo original, trata-se de um monstro terrível, que mora em uma caverna dentro de um lago e devasta a terra de Hothgar por terem matado seu filho.
Já no filme, trata-se de uma criatura que pode mudar sua forma, tornando-se irresistivelmente atraente aos olhos de Beowulf, que acaba gerando um filho com ela ao se encontrarem dentro da caverna da criatura.



Ser mau e dissimulado, deita-se com o guerreiro para ter um outro filho.
No épico antigo, ela é morta por Beowulf. Já adaptação para o cinema, ela continua viva.



Dragão - O dragão da história original não tem relação nenhuma com Grendel ou sua mãe. Apenas aparece no fim da história, destruindo o reino em busca de vingança, quando um escravo rouba uma peça de seu tesouro.


No filme, o dragão trata-se do filho de Beowulf com a mãe de Grendel, que depois de muitos anos aparece para atormentar seu pai e destruir seu reino. Também tem o poder de mudar sua forma, parecendo humano, como sua mãe.
Em ambas as versões, Beowulf morre em batalha com o dragão, embora tendo-o derrotado.


Site oficial do filme:

http://wwws.warnerbros.co.uk/beowulf/



Seafarer

Seafarer - Marinheiro, em português, é o título do poema mais antigo da Literatura Anglo-Saxonica, e assim como Beowulf, não teve seu autor identificado.
O poema tem como tema principal o choque de gerações, como um jovem e um velho vêem a vida por óticas diferentes.
Podemos perceber o entusiasmo do jovem marujo ao encarar a vida e o que ela ainda lhe reserva com muito entusiasmo, enquanto o marujo velho já vê a vida com amargura, de forma depressiva.
Para ressaltar essa diferença, o autor usa das descrições que cada um faz.
Enquanto o jovem descreve a noite como misteriosa, empolgante e estrelada...


O velho descreve a mesma como escura, triste, deprimente... A hora em que a morte provavelmente vem os buscar.

Vikings

Vikings foram membros marítimos da Escandinávia, que também eram comerciantes, guerreiros e piratas. Entre finais do século VIII e do século XI pilharam, invadiram e colonizaram as costas da Escandinávia, Europa e ilhas Britânicas. O período de expansão desses povos é denominado Era Viking. Embora sejam conhecidos principalmente como um povo de terror e destruição, eles também fundaram povoados e fizeram comércio pacificamente. A imagem histórica dos vikings mudou um pouco ao longo dos tempos, e hoje já admite-se que eles tiveram uma enorme contribuição na tecnologia marítima e na construção de cidades.
Além de permitir que os vikings navegassem longas distâncias, seus navios dragão (drakar) traziam vantagens tácticas em batalhas. Eles podiam realizar eficientes manobras de ataque e fuga, nas quais atacavam rápida e inesperadamente, desaparecendo antes que uma contra-ofensiva pudesse ser lançada. Os navios dragão podiam também navegar em águas rasas, permitindo que os vikings entrassem em terra através de rios.



A cultura dos vikings tinha caráter guerreiro, devido também a influências religiosas. Eles eram politeístas, tendo deuses com diversas características, personalidades, histórias e influências no dia-a-dia. Estes deuses eram divididos em dois grupos, os Aesir e os Vanir, além de terem outras criaturas como os gigantes. Os Aesir e os Vanir têm poucas diferenças, mas há várias histórias sobre guerras entre os dois grupos. Além dos deuses, também eram relatadas histórias de heróis. Os vikings apreciavam muito as espadas, sendo que os mais ricos e poderosos tinham as mais belas e melhores espadas, possuindo detalhes dourados e até mesmo rúnicos.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Cultura Anglo-Saxã

Coronation of Herold, King of the Anglo saxons




O povo anglo saxão têm marca com cultura própria, muito refinada e expressiva.
Eles gostavam de jogos de palavras, insinuações e a prática de dizer as coisas sem dizê-las, característica muito presente no uso e na expressão do inglês moderno da Inglaterra.
A partir de então, a história da língua inglesa é divida em três períodos: Old English, Middle English e Modern English.
Literatura:
As primeiras manifestações literárias são em prosas e escritas em latim, que caracterizam a religião. Textos antigos que registravam oralmente as tradições, mantidas pelos scops, que criavam versos e os declamavam em festas da nobreza e da corte.Grande parte da Literatura foi construída por longas paráfrases de livros da Bíblia, com o propósito de levar o povo á religião.Mas muita mais original era a poesia pagã, tinha uma natureza épica.
A lenda de Beowulf, que sem dúvida foi o maior de todos da literatura anglo-saxônica.Beowulf (c. entre 700-1000 d.C.) é um poema épico tradicional.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Anglo saxões



Os saxões eram um antigo povo da Germânia, habitantes da região próxima da foz do rio Álbis (atual Elba) e correspondente ao atual estado de Holstein na Alemanha. Anglo-saxão é a denominação dada à fusão dos povos germânicos anglos, saxões e jutos que se fixaram no norte e centro da Inglaterra no século V .
:Após os romanos os anglo-saxões, invadiram a Grã-Bretanha em meados do século VI. Assentados na costa oriental, forçaram a subida do rio Tâmisa à procura de mais terras nos vales, deixando as colinas para os bretões celtas.
Inicialmente destinados à defesa dos celtas. Todavia, agiram de forma oportunista, tornando-se invasores, destruindo vilas e massacrando a população local.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Romanos - Cultura e Religião

O objetivo das conquistas, segundo alguns historiadores, era levar civilização aos povos ‘incultos’, ‘bárbaros’, o que, em parte, não deixa de ser verdade. Mas o preço desse processo ‘civilizatório’ foi muito alto: extermínio de um grande número de pessoas e populações inteiras subjugadas.
Cultura
Os antigos britânicos viviam em pequenas vilas, tinham uma economia pastoril bem desenvolvida e cultivavam cereais; eram primitivos por natureza. Costuma-se dizer que o Império Romano trouxe-lhes inovações, como estradas, botes de metal, sistema de esgoto, cidades, impostos, exército organizado... Do século 1 a.C. ao século 2 d.C., os romanos levaram para a Europa ocidental muitas coisas consideradas modernas pelos estudiosos, a chamada
Romanização .
Religião:Históricamente os romanos são conhecidos como dissipadores do cristianismo em suas conquistas, na Inglaterra não foi diferente, quando ocuparam a região habitada pelos Celtas, logo trataram de "catequizar" esses povos "pagãos".
Os celtas eram um povo sensível e místico, e praticavam sua própria religião adorando a natureza e, principalmente, a Mãe Terra. Com o tempo os celtas foram se romanizando. Os legionários, mercadores, soldados e administradores levaram à colônia suas leis, costumes e religião. Entre eles havia provavelmente aqueles que tinham abraçado a fé cristã e oravam secretamente a Deus, enquanto os seus companheiros prestavam honras ao império, ao imperador e aos deuses das religiões de mistério. A história não deixou documentos que pudessem provar a veracidade dos fatos. Por isso, nos lugares marcados pelo silêncio da história, encontramos lendas e tradições que falam de viagens missionárias que teriam sido feitas àquela ilha pelos apóstolos Paulo e Filipe e por José de Arimatéia. A primeira referência histórica sobre a existência de cristãos na Grã-Bretanha foi registrada por Tertuliano que, em 208 a.d, fala de regiões da ilha que haviam se convertido ao cristianismo. Pouco se sabe sobre esses cristãos durante o segundo século.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Romanos: Invasões e ocupação na Grã-Bretanha

Antes da ocupação definitiva os Romanos invadiram a Grã-Bretanha duas vezes, em 55 e 54 a.C., com Júlio Cesar. Mas nestas ocasiões não delimitaram grandes territórios. Em 43, Cláudio foi bem-sucedido em nova tentativa de invasão, dando início à província romana da Britânia.
Os britânicos defenderam sua terra, mas os romanos, militarmente superiores, conseguiram dominar a ilha. Iniciaram uma forte opressão contra o druidismo, religião mais popular no local na época a qual pertenciam os Celtas.
A ocupação foi do sul e do centro da Grã-Bretanha , território transformado na província romana da Britânia e que equivale atualmente à Inglaterra e ao País de Gales.

Os romanos fundaram Londinium (Londres) e construíram estradas militares por todo o país. Em dez anos o domínio romano chegou aos territórios de Inglaterra e País de Gales. Os romanos mantiveram-se na Grã-Bretanha até ao século V, e depois os bretões ficaram mais ou menos por conta deles próprios.